
“Uma obra dramática intensa que captura a efervescência política de uma era.” – Diário de Notícias
“Á hora do crime” é uma poderosa “phantasia dramática em 1 acto” do autor português Francisco Luís Coutinho de Miranda, publicada em 1871. A obra mergulha nos turbulentos eventos que culminaram no assassinato do General Prim, uma figura central na política espanhola do século XIX. Através de um texto vibrante e carregado de emoção, Miranda não apenas reconstitui os momentos que antecedem o crime, mas também tece uma profunda reflexão sobre a tirania, a justiça e o sacrifício em nome da liberdade.
O prefácio do autor, um testemunho pessoal e apaixonado, revela as raízes de seu fervor revolucionário, nascido em meio ao sangue e à carnificina das revoltas de Lisboa de 1838. Essa experiência moldou sua visão de mundo, infundindo na peça um senso de urgência e um clamor por um idealismo político que ressoa com as lutas de seu tempo. A obra é um convite à reflexão sobre as consequências da ambição e do poder desmedido, e o preço pago pela busca da autonomia.
Com uma linguagem formal e um enredo que explora as complexidades da história e da natureza humana, "Á hora do crime" transcende o mero relato de um evento para se tornar um espelho das paixões políticas e sociais que agitavam a Europa. É uma peça essencial para quem busca compreender a intersecção entre arte, história e o eterno embate entre opressão e liberdade.
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