
Uma comédia ousada e atemporal que prova o poder da sátira para questionar a guerra e as convenções sociais. – The Classical Review
Na Atenas antiga, em meio à devastadora Guerra do Peloponeso, as mulheres da Grécia, exaustas dos conflitos intermináveis que afastam seus maridos e destroem suas famílias, decidem tomar uma atitude drástica. Lideradas pela engenhosa Lisístrata, elas convocam um encontro secreto com mulheres de Atenas, Esparta e outras cidades-estado para propor uma greve sem precedentes: a greve do sexo. Elas se recusam a ter qualquer tipo de intimidade com seus homens até que a paz seja estabelecida.
A estratégia audaciosa de Lisístrata, inicialmente recebida com ceticismo e indignação, rapidamente se mostra eficaz. Enquanto os homens, desesperados por afeto, tentam de tudo para quebrar a resistência feminina, as mulheres se fortificam na Acrópole, defendendo sua causa com determinação, inteligência e muito humor. A peça explora as tensões entre os gêneros, a futilidade da guerra e o poder inesperado da união feminina.
Com diálogos afiados e situações hilárias, "A Greve do Sexo" é uma comédia atemporal que questiona as estruturas de poder e a irracionalidade dos conflitos. Aristófanes tece uma crítica social mordaz, utilizando o humor para abordar temas sérios como a política, a paz e o papel da mulher na sociedade. Uma obra que, apesar de milenar, ressoa com surpreendente atualidade, provocando reflexão e risadas.
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