
A fábrica de papel, o romance suntuoso, às vezes erótico, e completamente encantador de Marie Arana, presta tributo ao realismo mágico de García Márquez e Isabel Allende. Um exemplo sublime da mágica que um contador de histórias talentoso pode fazer com papel e caneta. - Los Angeles Times Book Review
No coração da exuberante Amazônia peruana do início do século XX, o ambicioso engenheiro Victor Sobrevilla Paniagua abandona uma vida confortável para realizar um sonho excêntrico: construir uma fábrica de papel em meio à selva. Assim nasce Floralinda, um enclave de civilização e movimento que se torna o lar de sua grande família e de inúmeros trabalhadores. Victor, agora patriarca, vê seu sonho plenamente realizado, mas a proximidade com a natureza indomável da floresta traz consigo mistérios ancestrais.
A tranquilidade de Floralinda é abalada nos anos 1950, quando Victor descobre a fórmula de um novo produto: o celofane. O que parecia ser uma bênção para a prosperidade da fábrica logo se revela uma maldição. Coisas estranhas começam a acontecer: um menino fica azul, e os habitantes de Floralinda, incluindo a família de Victor, não conseguem mais conter seus desejos e segredos mais íntimos, que vêm à tona de forma perturbadora.
Com a chegada de novos personagens pelo rio, a antiga ordem do lugar é desafiada, e a linha entre o real e o fantástico se dissolve. Marie Arana tece uma história instigante e divertida, rica em realismo mágico, que presta tributo aos grandes mestres do gênero. "A Fábrica de Papel" é uma jornada suntuosa e envolvente pelos mistérios da natureza humana e da selva, onde a magia e a realidade se entrelaçam para revelar o destino de uma família e de um lugar.
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