
Uma obra-prima da introspecção psicológica, que nos arrasta para os abismos da alma humana. - Jornal de Letras
“A Confissão de Lúcio” mergulha nas profundezas da alma humana através do relato perturbador de Lúcio, um homem que, após cumprir dez anos de prisão por um crime passional que jura não ter cometido, decide finalmente revelar a sua verdade. Longe de buscar reabilitação, ele anseia por demonstrar a sua inocência, mesmo sabendo que poucos o acreditarão.
A narrativa se desenrola como um intrincado labirinto psicológico, onde Lúcio revisita os eventos que o levaram à condenação: a intensa amizade com o poeta Ricardo de Loureiro e a enigmática presença de Marta, a mulher que se torna o pivô de uma paixão avassaladora e de um mistério sombrio. Sá-Carneiro constrói uma atmosfera de ambiguidade e delírio, explorando os limites entre a realidade e a percepção distorcida, a sanidade e a loucura.
Este romance é uma obra-prima do modernismo português, um estudo visceral sobre a identidade, a culpa, o desejo e as complexas relações humanas. Através de uma prosa rica e introspectiva, o autor convida o leitor a questionar a natureza da verdade e as consequências devastadoras das paixões proibidas, culminando numa revelação que desafia todas as expectativas.
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