
por Eça de Queirós
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Uma obra-prima atemporal que satiriza a modernidade e celebra a redescoberta da essência humana. – Jornal de Letras
Em "A Cidade e as Serras", Eça de Queirós nos apresenta Jacinto, um jovem fidalgo português que, nascido e criado no epicentro do luxo e da intelectualidade parisiense, desenvolve um profundo desprezo pela vida rural e uma devoção inabalável ao progresso e à modernidade. Cercado por uma biblioteca vasta, invenções tecnológicas e a efervescência da vida urbana, ele se torna o epítome do homem civilizado, mas, paradoxalmente, encontra-se cada vez mais vazio e insatisfeito.
A reviravolta em sua vida ocorre quando Jacinto é forçado a retornar à sua ancestral propriedade em Tormes, nas serras de Portugal. O que inicialmente se afigura como um exílio indesejado transforma-se numa surpreendente redescoberta. Longe do artificialismo e da superficialidade parisiense, ele é confrontado com a simplicidade, a autenticidade e a beleza intrínseca da natureza e da vida camponesa.
Com sua prosa elegante, irônica e perspicaz, Eça de Queirós constrói uma crítica mordaz à superficialidade da vida moderna e uma ode à genuinidade das raízes e da conexão com a terra. A obra é um convite à reflexão profunda sobre o que realmente constitui a felicidade e o bem-estar, questionando os valores da civilização em contraste com a sabedoria ancestral. Uma leitura essencial para quem busca uma análise rica da alma humana e da sociedade.
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