Uma distopia social envolvente que nos força a confrontar a essência da justiça e da liberdade. - Crítica Literária Brasileira
Em "A Cidade dos Condenados", Avelino Moreira nos convida a uma profunda reflexão sobre a natureza da liberdade, da justiça e do poder. Quinhentos indivíduos, sentenciados por diversos crimes, são submetidos a uma experiência social sem precedentes: habitar uma cidade isolada, cercada por muralhas intransponíveis e oculta do mundo exterior. Neste cenário idílico, com matas e cachoeiras, a organização da vida social é inteiramente delegada aos próprios condenados.
O que se desenrola é um fascinante estudo sobre a condição humana. Longe das estruturas de controle externas, surgem disputas, conflitos e contradições inerentes à formação de qualquer sociedade. A liderança emerge, personificada pelo "Professor", que instaura um sistema punitivo, e por Iolanda, cujas motivações e influência prometem moldar o destino dessa comunidade singular.
Moreira tece uma narrativa ágil e envolvente, que mantém o leitor cativado enquanto explora as complexidades das relações humanas sob extrema pressão. A obra questiona os limites da pena privativa de liberdade e a tirania que pode surgir mesmo na ausência de um opressor externo, revelando as nuances da busca por ordem e autonomia em um ambiente de confinamento.
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