
Uma profunda e comovente exploração da alma humana, onde a sorte se revela nas frestas da desesperança. - El País
Em "A Boa Sorte", Rosa Montero nos apresenta a um homem em fuga, um arquiteto de sucesso chamado Pablo, que, em um impulso inexplicável, desce de um trem-bala em um vilarejo esquecido e decadente chamado Pozonegro. Longe de ser um refúgio idílico, Pozonegro é um lugar onde o tempo parece ter parado, habitado por personagens marcados pela vida e por um passado que se recusa a ser esquecido.
Pablo, que aparenta ter cerca de cinquenta anos e carrega consigo uma profunda melancolia e um sentimento de fracasso existencial, busca um novo começo ou talvez um fim para sua própria história. Ele se instala em uma casa abandonada, testemunha silenciosa de tragédias passadas, e passa a observar a vida dos moradores locais, em especial a enigmática e resiliente Cármen.
Através do olhar de Pablo, a autora tece uma narrativa envolvente sobre a condição humana, a busca por significado e a capacidade de encontrar beleza e esperança nos lugares mais improváveis. É uma meditação sobre a solidão, a memória, o amor e a sorte, que muitas vezes se manifesta de formas inesperadas. Montero explora a complexidade das relações humanas e a resiliência do espírito em face da adversidade, convidando o leitor a refletir sobre o que realmente significa ter "boa sorte".
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