
por Émile Zola
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Uma obra-prima implacável que disseca a natureza humana com uma precisão brutal. Zola nos força a confrontar a 'besta' que reside em todos nós. - Le Monde
Em "A Besta Humana", Émile Zola, mestre do Naturalismo francês, mergulha nas profundezas da psique humana para expor a selvageria latente sob a superfície civilizada. Publicado em 1890 como o 17º volume da aclamada série "Os Rougon-Macquart", este romance visceral nos transporta para a França de 1870, onde o maquinista Jacques Lantier é assombrado por um desejo incontrolável de violência contra as mulheres por quem se sente atraído.
Jacques encontra refúgio e uma estranha cumplicidade em sua locomotiva a vapor, Lison, que o leva em viagens frenéticas pela linha Paris-Le Havre. Contudo, seu destino se entrelaça fatalmente com o da sedutora e perigosa Séverine, e seu marido, Roubaud, um chefe de estação. Em meio a paixões proibidas, ciúmes doentios e segredos sombrios, a trama se desenrola em um cenário de crime e obsessão, revelando a fragilidade da moralidade e a força avassaladora dos instintos mais primitivos.
Zola constrói uma narrativa implacável que explora a hereditariedade, o atavismo e a influência do ambiente na natureza humana, transformando seus personagens em estudos de caso de uma sociedade em ebulição. Esta edição comentada e ilustrada enriquece a experiência, oferecendo um olhar aprofundado sobre uma das obras mais impactantes do autor, que questiona os limites da razão e a presença constante da "besta" em cada um de nós.
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