
Uma obra-prima filosófica que continua a ressoar com urgência em nossos tempos. - The Guardian
“A Abolição do Homem” é uma obra-prima atemporal de C.S. Lewis que transcende as barreiras do tempo para lançar um olhar incisivo sobre os perigos do relativismo moral e do cientificismo desenfreado. Publicado originalmente em 1943 como uma série de três palestras, este ensaio filosófico é um alerta profético contra a tentativa da humanidade de “conquistar a natureza” sem antes compreender e respeitar a sua própria natureza intrínseca.
Lewis argumenta que, ao rejeitar a existência de valores morais objetivos – o que ele chama de “Tao” –, a sociedade moderna corre o risco de abolir a própria essência do ser humano. Ele critica a educação que reduz a verdade e a beleza a meras reações subjetivas, desmantelando a capacidade de distinguir o bem do mal, o certo do errado. O autor prevê um futuro distópico onde, na busca por controle total sobre o mundo exterior, o homem acaba por se tornar objeto de manipulação, perdendo sua dignidade e liberdade.
Com uma clareza argumentativa notável e uma profundidade intelectual que ecoa até hoje, Lewis nos convida a refletir sobre a fundação de nossa moralidade e a importância de uma educação que nutra a alma, e não apenas a mente. É um chamado urgente para a defesa da razão e da moralidade objetiva em um mundo cada vez mais inclinado ao subjetivismo.
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