
Um alerta atemporal sobre os perigos do relativismo moral. - The Guardian
"A Abolição do Homem" é uma obra seminal de C. S. Lewis que, através de uma análise incisiva da educação moderna, defende a existência de valores morais objetivos e universais, o que ele chama de "Tao". Publicado originalmente em 1943, este ensaio filosófico alerta para os perigos de uma educação que reduz todas as verdades a meras subjetividades e sentimentos, esvaziando o ser humano de sua capacidade de reconhecer o bem e o mal.
Lewis argumenta que, ao rejeitar a moralidade objetiva em favor de um relativismo ético, a humanidade corre o risco de "abolir" a si mesma, perdendo a bússola moral que a guia. Ele critica a tendência de desmistificar a natureza e a experiência humana, transformando-as em objetos de manipulação e controle. O autor explora as consequências dessa visão reducionista, que pode levar à tirania e à perda da dignidade humana.
Com uma prosa lúcida e argumentação rigorosa, Lewis convida o leitor a refletir sobre a fundação da ética e da cultura ocidental. É um chamado urgente à preservação da razão e da moralidade em um mundo cada vez mais inclinado ao ceticismo e ao subjetivismo, ressaltando a importância de uma educação que cultive a sabedoria e o caráter.
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