
Uma ficção científica tocante que nos faz refletir sobre o futuro da humanidade e o eterno poder das histórias. - Crítica Literária
No ano de 2083, a vida de David, um adolescente de dezesseis anos, é marcada pela ausência e pela rotina tecnológica. Após a morte de sua mãe, a comunicação com seu pai se tornou escassa, e seus dias são preenchidos por teleaulas e videogames, tendo como única companhia seu cão robô, Nove. Em um mundo onde a interação humana parece diminuir e a tecnologia domina, David e seu pai mantêm um ritual silencioso: jantar diante do telessensor, uma tentativa de preservar a memória da mãe.
Contudo, por trás dessa fachada de normalidade futurista, esconde-se um universo onde os livros, como os conhecemos, parecem ter chegado ao fim. Os títulos dos capítulos, como "O fim dos livros" e "A biblioteca dos livros ocultos", sugerem uma realidade distópica onde o conhecimento impresso é raro ou proibido.
"2083" é uma jornada emocionante que explora a solidão, a memória e a busca por significado em um futuro desumanizado. David se verá diante de mistérios que podem redefinir sua compreensão sobre o passado e o valor da literatura, embarcando em uma aventura que o levará a desvendar os segredos de um mundo que esqueceu a magia das palavras.
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